Circula nas redes sociais, em grupos do WhatsApp e em várias plataformas informativas a alegação de que Marrocos, país anfitrião da CAN 2025, teria autorizado o adepto congolês conhecido como “Lumumba VEA” a permanecer no país até à final da competição, em reconhecimento ao seu impacto mediático, supostamente com direito a assistir a todos os jogos e até a receber valores monetários.

A equipa do Verifica.ao investigou e concluiu que a informação é falsa.
O que é factual
O adepto congolês chama-se Michel Kuka Mboladinga e tornou-se uma das figuras mais marcantes da CAN 2025 ao imitar a pose histórica de Patrice Lumumba, herói da independência da República Democrática do Congo. O gesto foi simbólico, feito por iniciativa própria, sem qualquer vínculo contratual ou pagamento por parte da federação congolesa ou da organização do torneio.
Durante os jogos da RDC, o adepto permaneceu imóvel nas bancadas, com a mão direita levantada, numa homenagem que ganhou ampla repercussão na imprensa internacional e nas redes sociais.
Após a eliminação da RDC frente à Argélia, Michel Kuka foi visto em gestos de fair play com a selecção adversária e chegou a receber uma camisola assinada dos jogadores argelinos — um gesto simbólico e espontâneo, não institucional.
O que é falso ou não confirmado
Não existe qualquer evidência, em fontes jornalísticas credíveis ou comunicados oficiais, que sustente as alegações de que:
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Marrocos ou a Federação Real Marroquina de Futebol o convidaram formalmente para permanecer até ao fim da CAN;
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O adepto receba 2.000 euros por jogo ou qualquer outro pagamento;
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Exista um acordo financeiro, contrato ou estatuto especial concedido pela organização da competição.
A nossa redacção consultou as agências internacionais e meios de referência (como Reuters, AP, AFP, Africanews), onde mostram apenas reportagens sobre a identidade do adepto, o significado do gesto e o impacto cultural, sem qualquer menção a pagamentos, convites oficiais ou benefícios materiais.
Conclusão
É verdade que o adepto congolês se tornou um símbolo cultural da CAN 2025 pela homenagem a Patrice Lumumba.
É falso que Marrocos o tenha autorizado a permanecer no país até à final ou que lhe tenha concedido benefícios financeiros.
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