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João Baptista Borges “Electricidade nas zonas urbanas em Angola já ronda os 50%”

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Durante o Fórum e Debates Juvenis 2025, realizado em Luanda hoje(19), o Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirmou que a distribuição de corrente eléctrica nas zonas urbanas já ronda os 50%.

A declaração gerou reacções imediatas nas redes sociais, com diversos internautas a contestarem a veracidade da afirmação. A equipa do Verifica.ao investigou os dados disponíveis sobre o acesso à electricidade em Angola e concluiu que a alegação é inconclusiva.

O que dizem os dados?

Até Maio de 2024, a taxa média nacional de electrificação situava-se nos 43,4%, segundo dados de fontes oficiais. O Governo angolano estabeleceu como meta atingir os 50% até 2027.

Apesar de Luanda ter registado uma taxa de electrificação superior a 50% (cerca de 68,9%), outras províncias revelam níveis bastante inferiores. Por exemplo, o Cunene registava apenas 9,7%, o que puxa a média nacional para baixo.

E nas zonas urbanas?

Dados do Afrobarometer (2023) indicam que 92% dos residentes em áreas urbanas vivem em zonas cobertas pela rede eléctrica nacional. No entanto, a presença da rede não significa que haja fornecimento efectivo e confiável:

  • 59% dos angolanos vivem em casas ligadas à rede eléctrica;

  • Apenas 47% referem ter um fornecimento confiável de energia.

Ou seja, embora a infraestrutura eléctrica atinja grande parte das zonas urbanas, a electrificação efectiva (com ligações domiciliárias e fornecimento regular) não parece alcançar os 50% que o Ministro afirma.

Conclusão

A declaração do Ministro pode reflectir uma perspectiva optimista, especialmente se considerar apenas a cobertura da rede, e não o acesso efectivo e fiável à electricidade. No entanto, devido à ausência de dados específicos e actualizados sobre a percentagem real de electrificação urbana, a alegação não pode ser completamente confirmada nem totalmente desmentida.

Por isso, classificamos esta afirmação como inconclusiva.

O Verifica.ao reforça o compromisso com a transparência e o rigor informativo. Continuaremos a acompanhar e verificar declarações públicas para combater a desinformação e garantir que todos os cidadãos tenham acesso a informação precisa, fiável e verificada.

Fique atento. Verifique antes de partilhar. Verifica.ao – Pela verdade, contra a desinformação.

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