Circula nas redes sociais e em grupos de WhatsApp uma imagem de um noticiário televisivo português com a alegada manchete: “João Lourenço investigado nos Estados Unidos”, acompanhada do subtítulo “Irregularidades Financeiras”. A publicação tem gerado grande repercussão entre internautas, levando muitos a crer que se trata de uma informação recente e de um novo escândalo envolvendo o Presidente angolano.

Contudo, a equipa do Verifica.ao apurou que se trata de uma informação antiga, divulgada originalmente em fevereiro de 2021 — e que, até à data, não teve desdobramentos públicos confirmados ou novas evidências oficiais.
O que se sabe:
🗓 15-16 de fevereiro de 2021: A consultora britânica de risco Pangea Risk afirmou que procuradores norte-americanos estariam a investigar João Lourenço, a sua esposa Ana Dias Lourenço, e alguns associados — como o advogado Carlos Feijó, o ministro João Baptista Borges e o ex-vice-presidente Manuel Vicente — por supostas irregularidades financeiras e possíveis violações ao Foreign Corrupt Practices Act (FCPA).
📰 O semanário português Expresso, bem como outros meios como o Jornal de Negócios e o Valor Económico, noticiaram os mesmos factos na época, com base na consultora. A investigação teria começado por volta do início de 2020, abrangendo alegadas fraudes bancárias, compra de imóveis nos EUA e relações com empresas de lobby.
📉 Desde então, não houve qualquer actualização oficial ou confirmação pública por parte das autoridades norte-americanas sobre a continuação ou conclusão dessa investigação. Não foram divulgadas novas provas, decisões judiciais ou comunicados formais. O tema voltou a surgir apenas em redes sociais, sem fontes fiáveis ou dados novos.
Conclusão:
A imagem agora partilhada nas redes sociais induz em erro, ao sugerir que se trata de uma notícia recente ou de um novo desenvolvimento, o que não corresponde à verdade. A alegada investigação é antiga, datada de 2021, e desde então não há registos de avanços públicos ou informações adicionais verificadas.
O Verifica.ao alerta: É fundamental analisar o contexto temporal das informações antes de partilhar. Notícias antigas fora de contexto são uma forma comum de desinformação. Continuamos comprometidos com o combate à manipulação de conteúdos e à propagação de informações enganosas.
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