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Não consegue distinguir a realidade da IA? Apenas 5 minutos pode ajudá-lo

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Um grupo de investigadores britânicos concluiu que uma pessoa que esteja ciente dos principais erros da Inteligência Arificial mais facilmente consegue detetar o que é real do que é falso. Para isso, bastam apenas uns minutos de formação.

A inteligência artificial avança a velocidade vertiginosa. Até há poucos anos, diferenciar a imagem de uma pessoa real de outra criada a partir de uma aplicação de IA generativa podia ser, na maioria dos casos, uma tarefa fácil. Mas isso mudou.

Porém, defende um estudo recente, se tiver um olho treinado, isso pode facilitar a tarefa.

Um estudo recente publicado na revista Royal Society, da autoria de investigadores das universidades britânicas de Reading, Greenwich, Leeds e Lincoln, aponta que, com apenas cinco minutos de treino, os utilizadores podem melhorar significativamente a sua capacidade de diferenciar rostos reais dos gerados por máquinas.

Na investigação participaram 664 pessoas. Destas pessoas, as que tinham conhecimentos de IA conseguiram fazer a diferenciação com 41% de precisão, enquanto os que tinham conhecimentos básicos conseguiam diferenciar os rostos reais dos gerados por IA com 31% de precisão.

Este resultados melhoraram significativamente, depois destes mesmos participantes terem sido sujeitos a uma pequena formação antes de serem sujeitos novamente ao teste. Durante essa sessão de esclarecimentos, os participantes foram informados daquelas que são as falhas mais comuns da IA. São elas: dentes posicionados de forma estranha ou detalhes do cabelo que não parecem naturais.

Já na posse desta informação, os participantes foram sujeitos a novos testes, que provaram que a precisão das suas respostas aumentaram significativamente.

“Os rostos gerados por IA representam um risco real para a segurança. Eles têm sido usados para criar perfis falsos nas redes sociais, burlar sistemas de verificação de identidade e falsificar documentos”, afirma Katie Gray, investigadora da Universidade de Reading, lembrando que “os rostos produzidos pela última geração de software de inteligência artificial são extremamente realistas”.

Assim, defende, perder cinco minutos para obter conhecimentos sobre os erros desta ferramenta podem fazer toda a diferença, conforme assim o comprovou o estudo que assina.

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