Neste Sábado, 29 de Março, Cristina Giovanna Dias Lourenço, filha do Presidente da República, João Lourenço, foi nomeada CEO da BODIVA (Bolsa de Dívida e Valores de Angola), o que muita gente da sociedade civil angolana frisam que a mesma foi escolhida por influência política e nepotismo. No entanto, essa informação é falsa.
O que verificamos?
A alegação sugere que a escolha de Cristina Lourenço foi um ato de nepotismo semelhante ao caso de Isabel dos Santos na Sonangol. No entanto, a nossa equipa apurou que a nomeação seguiu critérios técnicos e administrativos.
Cristina Lourenço já fazia parte da administração da BODIVA desde 2020 e, antes disso, atuou como analista de mercados na instituição. A sua escolha como PCA interina foi justificada pelo fato de ser “o membro mais antigo da comissão executiva”, informou a BODIVA em comunicado.
O que dizem os especialistas?
O cientista político Eurico Gonçalves, em entrevista à DW, afirmou que a nomeação não configura nepotismo: “Essa nomeação é fruto natural do potencial e do desempenho da cidadã Cristina Lourenço, não é por ser filha do Presidente da República de Angola”.
O economista Américo Vaz também reforçou essa posição em entrevista à Voz da América, explicando que a BODIVA é uma sociedade anônima, onde o Estado detém apenas 30% das ações, e a escolha da PCA foi feita pelos acionistas privados em Assembleia Geral. “Aqui não há nepotismo ou favorecimento”, afirmou.
Conclusão
A alegação de que Cristina Lourenço foi nomeada CEO da BODIVA por nepotismo é falsa. A decisão foi tomada pelos acionistas da instituição, sem interferência direta do Presidente da República.
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