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Trend “Studio Ghibli” com IA pode expor sua imagem e dados biométricos

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Nos últimos dias, uma nova tendência viral tomou conta das redes sociais angolana: a “trend do Studio Ghibli”, onde internautas partilham ilustrações estilizadas feitas por inteligência artificial (IA) a partir de fotografias pessoais.

Esta trend ganhou força graças à mais recente versão do ChatGPT (GPT-4o), da OpenAI, que permite criar imagens com diferentes estilos, incluindo o traço icónico do estúdio japonês Studio Ghibli. Outras ferramentas de IA também já oferecem funcionalidades semelhantes, permitindo ao utilizador gerar versões ilustradas das suas próprias fotografias.

Contudo, começaram a surgir alertas de que participar nesta brincadeira pode colocar em risco dados sensíveis dos utilizadores — especialmente dados biométricos.

Verificação do Verifica.ao
A equipa do Verifica.ao investigou e confirma que a preocupação é verdadeira.

Segundo o professor Anderson Ferrugem, especialista em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em entrevista ao GZH diz:

“O principal problema é que você está a distribuir a sua ‘digital facial’ para uma empresa específica. E a digital facial é um dado biométrico. Dá para mudar a senha, mas não dá para mudar o rosto.”

Já Mónica Vargas, mestra em Inteligência Artificial, explicou ao Jornal O Globo: “Quando o usuário utiliza essas ferramentas gratuitamente, o produto é o usuário, ou seja, seus dados são vendidos, por exemplo, para anunciar outros produtos. É por isso que você recebe coisas nas redes sociais associadas ao seu comportamento”.

Isto significa que ao enviar uma foto para a IA, o utilizador pode estar a fornecer dados para finalidades que desconhece ou não consente totalmente.

Entre os riscos destacam-se:

  • Criação de deepfakes (vídeos ou imagens falsas usando o rosto e a voz da pessoa);

  • Uso da imagem para treinar outras IAs sem consentimento;

  • Possibilidade de cruzamento de dados, como localização, características faciais e outros elementos presentes na imagem;

  • Propaganda personalizada, com base em perfis criados a partir de dados recolhidos — algo particularmente sensível em períodos eleitorais.

Como proteger-se?
A recomendação dos especialistas é clara:
Evite participar em brincadeiras ou tendências que exijam o envio de imagens pessoais para sistemas de inteligência artificial, a menos que tenha total confiança na plataforma e leia os seus termos de uso com atenção.

Conclusão: VERDADEIRO!

É verdade que ao participar na trend do Studio Ghibli com IA, os utilizadores podem estar a fornecer dados biométricos sensíveis, que poderão ser usados para finalidades como criação de deepfakes, treino de modelos de IA, ou até propaganda política personalizada.

Fique atento ao Verifica.ao!

Estamos aqui para combater a desinformação e garantir que tenha acesso a informação precisa, confiável e verificada.

Pense duas vezes antes de partilhar os seus dados pessoais online — mesmo numa “brincadeira”.

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