Está a circular nas redes sociais e em vários portais a notícia — inicialmente publicada pelo Club-K — segundo a qual milhares de passaportes biométricos adquiridos pelo Estado angolano (por cerca de 139 milhões de dólares) estariam abandonados e a deteriorar-se em armazéns da Boavista, em Luanda. A publicação avançava ainda que o material teria sido financiado pelo banco húngaro Exim e fornecido pela Any Security Printing Company.
A equipa do Verifica.ao investigou a alegação e conclui que a informação é falsa.
O que verificámos
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Contactámos o Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), do Ministério do Interior, que classificou a notícia como «sem correspondência com a verdade dos factos» e emitiu um comunicado oficial a desmentir a publicação.
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No comunicado o SME afirma, entre outros pontos, que:
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Não existem cédulas de passaportes abandonadas em armazéns da Boavista nem em qualquer outra instalação sob gestão do SME;
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O processo de modernização e digitalização do SME está em curso e cumpre o cronograma previsto;
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Como marco da transformação digital, há mais de 150 mil utentes activos inscritos no novo portal de serviços (desde Maio de 2025);
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O SME encontra-se em processo de reestruturação para reforçar eficiência, transparência e qualidade dos serviços.
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Por que a publicação é enganosa
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A peça que circula apresenta como facto a existência de stocks «abandonados» e deteriorados; essa condição foi categoricamente negada pelo órgão responsável (SME).
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Entramos em contacto com o Club-K, onde até ao momento da verificação, não disponibilizou qualquer prova documental, fotográfica ou testemunhal independente que confirme a alegação de armazenagem negligente dos passaportes adquiridos.
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O próprio SME apelou ao rigor jornalístico e à verificação prévia dos factos antes de publicar alegações desta natureza.
O que fazer quando vir publicações semelhantes
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Consulte sempre as fontes oficiais (Ministério do Interior / Serviço de Migração e Estrangeiros) antes de partilhar;
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Quando uma notícia for sensacionalista e não trouxer provas (documentos, fotografias verificáveis, declarações oficiais), trate-a com cautela;
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Se tiver dúvidas, envie a peça ao Verifica.ao — estamos disponíveis para checar e esclarecer.
Conclusão
A alegação de que milhares de passaportes biométricos comprados pelo Estado angolano estariam abandonados e a deteriorar-se em armazéns da Boavista é FALSA, segundo esclarecimento oficial prestado pelo Serviço de Migração e Estrangeiros.
Fiquem atentos ao Verifica.ao — estamos aqui para combater a desinformação e garantir que as pessoas tenham acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas. Se vir um conteúdo duvidoso, peça a verificação: envie-o para nós.
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