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Mais de 50 reclusos morrem devido as péssimas condições na cadeia de Viana em Luanda

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Nas últimas semanas, circulou nas redes sociais e em várias plataformas informativas a informação que alega que mais de 50 reclusos terão morrido na Cadeia de Viana, na província de Luanda, entre 2022 e 2024, em consequência de alegadas condições desumanas de reclusão.

A publicação descreve ainda supostos esquemas envolvendo responsáveis do Serviço Penitenciário, unidades hospitalares, fornecimento de medicamentos expirados, tráfico de drogas no interior da cadeia e ocultação de mortes de reclusos.

Perante a gravidade das acusações e a ampla disseminação do conteúdo, vários internautas solicitaram à redacção do Verifica.ao a verificação da informação.

O que apurou o Verifica.ao?

A equipa do Verifica.ao investigou a alegação e concluiu que a informação é falsa.

Em contacto com o Departamento de Comunicação Institucional dos Serviços Prisionais, a instituição desmentiu categoricamente as acusações contidas na publicação, classificando-as como falsas e sem qualquer sustentação factual.

Segundo os Serviços Prisionais, as alegações divulgadas nas redes sociais não correspondem à realidade e não foram acompanhadas de provas, documentos oficiais, relatórios independentes, processos judiciais ou qualquer outro elemento verificável que permita sustentar as acusações apresentadas.

Alegações graves sem provas

Durante a análise do conteúdo viral, o Verifica.ao constatou que o texto apresenta um conjunto de acusações extremamente graves, incluindo alegados esquemas de corrupção, ocultação de mortes, fornecimento de medicamentos expirados e práticas criminosas dentro do estabelecimento prisional.

No entanto, a publicação não identifica fontes verificáveis, não apresenta documentos, testemunhos confirmados, relatórios de investigação ou qualquer evidência que permita comprovar as acusações.

Em matérias desta natureza, o padrão jornalístico exige a apresentação de provas concretas e a audição das entidades visadas antes da divulgação pública de acusações que possam afectar a reputação de instituições e cidadãos.

O que dizem os Serviços Prisionais?

Na resposta enviada ao Verifica.ao, os Serviços Prisionais rejeitam o conteúdo divulgado e apelam a uma maior responsabilidade na produção e partilha de informações relacionadas com instituições públicas.

A instituição recomenda igualmente às plataformas informativas e aos profissionais da comunicação social que observem os princípios da ética jornalística, do contraditório e da verificação rigorosa dos factos antes da publicação de conteúdos susceptíveis de gerar alarme social.

Atenção à desinformação

Conteúdos que abordam temas sensíveis, como saúde, segurança, sistema prisional ou alegadas mortes de cidadãos, tendem a gerar forte impacto emocional e rápida disseminação nas redes sociais.

Por isso, é fundamental que os utilizadores verifiquem a origem das informações e procurem confirmação junto de fontes oficiais e credíveis antes de partilhar publicações que possam induzir a opinião pública em erro.

Veredicto

FALSO 

Não existem provas que sustentem as alegações divulgadas sobre a suposta morte de mais de 50 reclusos na Cadeia de Viana em consequência das condições prisionais descritas na publicação viral. Contactados pelo Verifica.ao, os Serviços Prisionais desmentiram a informação e classificaram as acusações como falsas.

Fique atento ao Verifica.ao. A nossa missão é combater a desinformação e garantir que os cidadãos tenham acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas. Antes de acreditar ou partilhar, verifique os factos.

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