Nos últimos dias, tem circulado em redes sociais e grupos de WhatsApp a alegação de que os mais recentes exames nacionais teriam sido corrigidos com recurso a Inteligência Artificial (IA), o que teria provocado um elevado índice de reprovações.
A equipa do Verifica.ao investigou e concluiu que a informação é falsa.
O que apurámos
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O Instituto Nacional de Avaliação e Desenvolvimento da Educação (INADE) negou categoricamente que os exames tenham sido corrigidos por sistemas de IA.
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Em declarações à Rádio Nacional de Angola, o presidente do júri do INADE, Luís Valério, esclareceu que o software utilizado pela instituição apenas digitaliza as provas e aplica critérios de correção previamente definidos por professores.
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O responsável sublinhou ainda que o elevado número de reprovações não está relacionado com qualquer ferramenta de Inteligência Artificial.
Causas do índice de reprovação
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O INADE explicou que o problema resultou de erros processuais em várias escolas, nomeadamente na condução incorreta dos conselhos de notas.
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Esta falha levou a mais de 700 reclamações em todo o país.
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As províncias com maior número de queixas foram: Huíla, Icolo e Bengo, Luanda, Cunene, Benguela e Huambo.
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Apesar das críticas, o instituto reforçou que o sistema em uso é de apoio administrativo e pedagógico, sem recurso a Inteligência Artificial, e garantiu que está a trabalhar para corrigir as falhas identificadas.
Conclusão:
A informação de que os exames nacionais foram corrigidos com Inteligência Artificial é falsa. As reprovações registadas em 2025 resultam sobretudo de irregularidades nos processos internos das escolas, e não de qualquer utilização de IA.
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