“Combate à desinformação não deve ser encarado como uma responsabilidade exclusiva do Estado”, defende especialista

O director nacional de Publicidade, José Matuta Cuato, defendeu recentemente a necessidade dos cidadãos utilizarem as redes sociais de forma responsável, alertando para os riscos da disseminação de notícias falsas na coesão nacional e a preservação da paz.

Matuta Cuato, que esteve entre os principais prelectores de um encontro promovido pelo Conselho Municipal da Juventude de Viana, subordinado ao tema “Comunicação e Cultura de Paz”, que reuniu jovens de diferentes segmentos da sociedade, incluindo organizações juvenis partidárias e não partidárias, na a sua intervenção, destacou que o aumento do acesso à internet e às plataformas digitais, deve ser acompanhado por acções de literacia digital e mediática, que permitam aos cidadãos, identificar informações falsas e evitar a sua partilha.

Segundo o director nacional de Publicidade, o Executivo tem investido na democratização do acesso à internet, com a instalação de pontos de acesso gratuito, incluindo no município de Viana, o que reforça a necessidade de educar os utilizadores para uma utilização consciente das ferramentas digitais.

“Hoje temos maior acesso à informação, mas também mais informações falsas no espaço digital”, alertou, defendendo que os cidadãos devem aprender a verificar a veracidade dos conteúdos antes de os partilharem.

O Governante sublinhou ainda que, a desinformação pode colocar em causa a coesão nacional, a paz e a integridade territorial, pelo que o seu combate, exige o envolvimento de toda a sociedade.

José Matuta Cuato salientou por outro lado, que esta responsabilidade não deve recair exclusivamente sobre o Executivo, defendendo o reforço da colaboração entre instituições públicas, organizações da sociedade civil, associações juvenis e órgãos de comunicação social.

No encontro que integrou um painel sobre comunicação e cultura de paz, o director nacional de Publicidade felicitou o Conselho Municipal da Juventude de Viana pela iniciativa, e defendeu a realização de mais actividades do género. Para o responsável, encontros que reúnem jovens de diferentes sensibilidades políticas e sociais, contribuem para o diálogo, a participação cívica, e o reforço da convivência pacífica, pelo que apelou a outras organizações, a seguirem o exemplo, salientando que a construção da paz, é uma responsabilidade partilhada e exige o contributo de todos os cidadãos.

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