Nas últimas horas, começou a circular nas redes sociais e em vários grupos do WhatsApp uma mensagem alegadamente atribuída a estruturas do sector da Saúde, dando conta da confirmação de um caso de Mpox (Varíola dos Macacos) no município do Sequele, província do Bengo.
A mensagem identifica inclusive uma suposta criança infectada, fornece alegados dados pessoais, endereço residencial, detalhes clínicos e refere ainda a existência de outras crianças com sintomas semelhantes numa creche da Centralidade do Sequele.
Perante a rápida disseminação da informação e o clima de preocupação gerado entre os cidadãos, vários leitores solicitaram ao Verifica.ao a verificação da autenticidade da mensagem.
Veredicto
A informação é FALSA.
A equipa do Verifica.ao apurou que a mensagem não foi emitida pelo Ministério da Saúde nem por qualquer autoridade sanitária competente. Até ao momento, não existe qualquer comunicado oficial que confirme o alegado caso descrito na mensagem que circula nas redes sociais.
O que revela a análise da mensagem?
Existem vários indícios que levantam dúvidas sobre a sua autenticidade:
Primeiro, a mensagem não apresenta assinatura oficial, número de ofício ou qualquer elemento formal de identificação institucional.
Não foi publicada nos canais oficiais do Ministério da Saúde e contém a divulgação de alegados dados pessoais de um menor de idade, prática que violaria normas básicas de proteção de dados e confidencialidade clínica;
De referir ainda que a respectiva mensagem utiliza linguagem informal e erros de estrutura pouco compatíveis com comunicações oficiais das autoridades sanitárias. Não apresenta qualquer referência a fontes verificáveis ou entidades responsáveis pela alegada informação.
Porque é perigoso partilhar este tipo de mensagens?
Mensagens deste género são frequentemente utilizadas para gerar medo, preocupação e alarmismo junto da população.
Além de provocarem ansiedade desnecessária, podem contribuir para a disseminação de informações falsas sobre saúde pública, dificultando o acesso dos cidadãos a informações verdadeiras e cientificamente validadas.
Em situações relacionadas com surtos, epidemias ou doenças infecciosas, a população deve procurar informações apenas junto de fontes oficiais, como o Ministério da Saúde, autoridades sanitárias e organismos internacionais de saúde reconhecidos.
O que fazer quando receber mensagens semelhantes?
Antes de partilhar qualquer informação relacionada com saúde pública verifique se a informação foi divulgada por uma fonte oficial. Consulte os canais institucionais competentes;
Desconfie de mensagens que circulam apenas no WhatsApp ou em redes sociais sem fonte identificada. Evite partilhar conteúdos que possam causar pânico sem confirmação oficial.
Conclusão
Após análise dos factos disponíveis, o Verifica.ao conclui que a mensagem que relata um alegado caso de Mpox na Centralidade do Sequele não possui confirmação oficial e não foi divulgada pelo Ministério da Saúde, apresentando vários sinais típicos de desinformação.
Classificação final: FALSO
O combate à desinformação é particularmente importante em matérias relacionadas com a saúde pública, onde informações falsas podem gerar medo, confusão e comportamentos inadequados por parte da população.
Fique atento ao Verifica.ao. Estamos aqui para combater a desinformação e garantir que os cidadãos tenham acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas. Antes de partilhar, verifique.
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