Com o arranque do concurso público externo do Ministério da Educação (MED), destinado à admissão de 9 mil profissionais em todo o país, começaram também a circular nas redes sociais e em grupos do WhatsApp várias informações sobre as regras do processo de recrutamento.
Uma das alegações mais partilhadas afirma que os candidatos podem inscrever-se num município ou província com menor concorrência, serem admitidos e, posteriormente, solicitar transferência para Luanda ou para outra província da sua preferência.
Face à disseminação desta informação, vários internautas solicitaram à redacção do Verifica.ao que verificasse a sua autenticidade.
A alegação é falsa
Após apurar os factos junto de fontes oficiais, o Verifica.ao concluiu que não está prevista a possibilidade de os candidatos serem colocados num município e, logo após a admissão, pedirem transferência para outra província ou município.
O esclarecimento foi prestado pelo Ministério da Educação, através da directora nacional dos Recursos Humanos, Laudemira de Sousa, que explicou que o concurso tem âmbito local e foi concebido para responder às necessidades específicas de cada município.
Segundo a responsável, os candidatos aprovados serão colocados exactamente no município para o qual concorreram, devendo exercer funções nesse local.
“Quem concorrer para um determinado município deve estar preparado para trabalhar nesse local”, reforçou a directora nacional dos Recursos Humanos.
Como funciona o concurso?
O concurso público disponibiliza 8.000 vagas para professores do ensino primário e secundário, em regime especial e 1.000 vagas para pessoal administrativo.
No caso do pessoal administrativo, as vagas foram distribuídas pelos governos provinciais, que serão responsáveis pela organização e gestão do respectivo concurso, de acordo com as orientações definidas pelo Ministério da Educação.
Para os candidatos à carreira docente, é exigida idade mínima de 18 anos e habilitações compatíveis com a função, incluindo licenciatura ou ensino médio concluído em magistérios, institutos técnicos ou politécnicos.
As candidaturas decorrem até 4 de Agosto, nas direcções municipais da Educação das 21 províncias do país.
Porque surgiu esta informação?
A falsa alegação ganhou força devido à percepção de alguns candidatos de que determinadas províncias registam menor número de concorrentes do que Luanda, aumentando, alegadamente, as hipóteses de aprovação.
No entanto, o Ministério da Educação esclarece que a colocação está directamente ligada ao município escolhido pelo candidato, pelo que a estratégia de concorrer noutra província com a intenção de, logo após a admissão, pedir transferência não corresponde às regras do concurso.
Atenção às burlas e às informações falsas
O Ministério da Educação apelou igualmente aos candidatos para que obtenham informações apenas através das direcções provinciais e municipais da Educação e dos canais oficiais da instituição.
O sector alertou ainda para a existência de tentativas de burla relacionadas com o concurso público, incluindo falsas promessas de facilitação de ingresso, pedidos de pagamento e divulgação de informações não oficiais.
Veredicto
Classificação: FALSO
É falsa a alegação de que os candidatos podem inscrever-se numa determinada província ou município apenas para facilitar a admissão e, depois de aprovados, solicitar transferência imediata para outra localidade.
O Ministério da Educação esclareceu que o concurso tem âmbito local e que os candidatos aprovados deverão exercer funções no município para o qual concorreram, não estando prevista essa possibilidade após a admissão.
Fique atento ao Verifica.ao
A circulação de informações falsas aumenta significativamente durante concursos públicos, explorando as expectativas dos candidatos e criando falsas oportunidades. O Verifica.ao continua a acompanhar este e outros processos para combater a desinformação e garantir que os cidadãos tenham acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas. Antes de partilhar qualquer informação ou tomar decisões importantes, confirme sempre os factos através de fontes oficiais e da nossa plataforma.
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