Nos últimos dias circulou nas redes sociais e grupos do WhatsApp um áudio em que uma cidadã identificada como Daniela Ferreira Simba profere várias declarações envolvendo a Juventude do Movimento Popular de Libertação de Angola (JMPLA) e as suas estruturas de direcção.
Com a forte repercussão do referido áudio, vários internautas pediram ao Verifica.ao que verificasse a autenticidade das declarações e a ligação da autora às estruturas da organização juvenil do MPLA.
Após investigação, a equipa do Verifica.ao concluiu que as declarações proferidas no áudio são falsas.
Em comunicado oficial, a JMPLA reagiu às alegações através de uma nota de repúdio, esclarecendo à opinião pública que a referida cidadã nunca exerceu as funções de Primeira Secretária da JMPLA na Ilha de Luanda, município da Ingombota, nem ocupou qualquer outro cargo de direcção provincial da organização, ao contrário do que afirma no áudio viral.
Segundo a organização, as declarações divulgadas “não correspondem à verdade e configuram uma tentativa deliberada de manchar o bom nome, a credibilidade e a imagem da maior organização juvenil do país”.
A nota acrescenta ainda que a JMPLA “sempre pautou a sua actuação pela promoção dos valores patrióticos, da unidade nacional, da inclusão social e da defesa permanente dos interesses da juventude angolana”.
O comunicado reforça igualmente que a organização continua aberta e comprometida com os anseios da juventude angolana, trabalhando para mobilizar os jovens em torno das grandes causas nacionais, independentemente da origem social, convicção religiosa, etnia ou filiação política.
“O Comité Provincial da JMPLA em Luanda condena todas as tentativas de desinformação e manipulação da opinião pública que visem desacreditar a Organização e desviar a atenção do trabalho contínuo que vem sendo desenvolvido em prol da juventude luandense”, lê-se ainda na nota.
A organização termina reafirmando o seu compromisso com “a defesa dos ideais do MPLA, da juventude angolana e da liderança do Camarada Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço”.
O perigo da desinformação através de áudios virais
Nos últimos anos, os áudios disseminados via WhatsApp tornaram-se um dos formatos mais usados para espalhar desinformação em Angola. Diferente de textos ou imagens, os áudios criam uma sensação de proximidade e autenticidade, levando muitas pessoas a acreditarem automaticamente no conteúdo sem qualquer verificação.
Em períodos de maior tensão política e social, este tipo de conteúdo tende a ganhar ainda mais força, contribuindo para confusão, polarização e manipulação da opinião pública.
Por isso, a nossa redacção recomenda que os cidadãos desconfiem de áudios sem fonte oficial identificada, verifiquem se existem comunicados públicos das instituições envolvidas, evitem partilhar conteúdos não confirmados e consultem plataformas credíveis de verificação de factos.
Conclusão
Não existem evidências que sustentem as declarações feitas no áudio viral atribuído à cidadã Daniela Ferreira Simba.
A própria JMPLA desmentiu oficialmente as alegações e esclareceu que a autora nunca ocupou os cargos mencionados.
Assim, o Verifica.ao classifica a informação como FALSA.
O combate à desinformação começa com a verificação dos factos. O Verifica.ao continua atento à circulação de conteúdos virais para garantir que os cidadãos tenham acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas.
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