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Trabalhadores da TCUL entram em greve nacional por atrasos salariais

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Tem vindo a circular em vários portais informativos, redes sociais e em grupos de WhatsApp a alegação de que a empresa de Transporte Colectivo Urbano de Luanda (TCUL) entrou em greve nacional a partir desta quarta-feira, 16 de Julho, com uma paralisação por tempo indeterminado. A mensagem refere que a greve foi motivada por dois meses de salários em atraso e o não pagamento dos subsídios de férias, e que apenas 20% da frota estaria a operar para garantir os serviços mínimos.

O que é alegado?

De acordo com a publicação que está a ser amplamente partilhada, a paralisação teria sido decidida pelos trabalhadores e contaria com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Afins de Luanda (STTRAL), podendo agravar-se nos próximos dias.

O que é verdade?

A equipa do Verifica.ao apurou que esta informação é falsa.

Segundo um comunicado oficial do Ministério dos Transportes, a greve foi abortada após uma mediação de urgência entre o Ministério, o STTRAL, a administração da TCUL e outras entidades do sector.

A reunião, realizada no dia 15 de Julho, foi convocada pelo Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, e contou com a presença:

  • do STTRAL e do seu Bureau Sindical na TCUL – S.A.,

  • da Comissão Negociadora,

  • de quadros séniores do Ministério,

  • da Agência Nacional dos Transportes Terrestres,

  • e do Conselho de Administração da TCUL.

O encontro resultou num entendimento com os trabalhadores, garantindo:

O pagamento do subsídio de férias até 16 de Julho;
O pagamento do salário de Junho com o aumento acordado até 25 de Julho;
O pagamento do salário de Julho, com o novo valor, até 15 de Agosto.

Além disso, ficou acordado um plano de recuperação de 189 autocarros da frota actual da TCUL, com o objectivo de reforçar a capacidade operacional, melhorar a regularidade do serviço e alargar a cobertura da rede de transportes urbanos.

Conclusão:

Não existe qualquer greve nacional da TCUL em curso. A informação que circula online é falsa.
As operações da empresa decorrem com normalidade, e as medidas acordadas visam assegurar a continuidade e qualidade dos serviços.

O Verifica.ao alerta os cidadãos para a necessidade de confirmar a veracidade das informações antes de as partilhar. Notícias falsas contribuem para o alarme social e dificultam a construção de uma sociedade bem informada.

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