Nos últimos dias começou a circular nas redes sociais e grupos do WhatsApp a informação de que será realizada uma marcha de apoio ao General Higino Carneiro no próximo dia 16, na província do Cuanza Sul.

A alegação é acompanhada por um cartaz de mobilização amplamente partilhado nas plataformas digitais e que chegou a ser republicado por diferentes activistas sociais e figuras públicas, entre eles o humorista Tiago Costa, aumentando o alcance e o nível de engajamento da publicação.
A suposta marcha surge num contexto político marcado por movimentações internas no MPLA, numa altura em que estruturas do partido em Luanda têm mobilizado militantes, simpatizantes e organizações de base para uma marcha de apoio ao Presidente do partido e da República, João Lourenço, igualmente prevista para o dia 16.
Mas afinal, a marcha de apoio a Higino Carneiro é verdadeira?
A equipa do Verifica.ao investigou e concluiu que a informação é falsa.
Em declarações ao Polígrafo África, Fernando Matos de Mota, conhecido como “Kito” e apontado como mandatário da candidatura de Higino Carneiro, negou qualquer envolvimento da equipa de candidatura na alegada marcha.
Segundo explicou, uma iniciativa do género violaria os Estatutos e o Regulamento Eleitoral do MPLA nesta fase do processo interno do partido.
“Não nos imputem qualquer responsabilidade. Sabemos cumprir os Estatutos e o regulamento, não estamos a fazer nenhum tipo de campanha (…)”, declarou Fernando Matos de Mota ao órgão de verificação.

O mandatário acrescentou ainda que, neste momento, a equipa ligada à eventual candidatura está apenas concentrada no processo de recolha de assinaturas necessárias para formalização da candidatura, não existindo qualquer campanha pública autorizada.
Cresce a circulação de desinformação política nas redes sociais
Pelo que a redacção do Verifica.ao apurou, em períodos de forte movimentação política tendem a aumentar significativamente a disseminação de conteúdos falsos, cartazes manipulados e alegadas convocatórias sem confirmação oficial.
Muitas dessas publicações são criadas para gerar engajamento, alimentar especulações políticas ou influenciar a percepção pública sobre determinadas figuras e correntes partidárias.
Em vários casos, imagens, panfletos e mensagens virais acabam partilhados milhares de vezes antes mesmo de qualquer verificação da sua autenticidade.
Por isso, recomenda-se aos cidadãos cautela na partilha de conteúdos políticos provenientes de redes sociais ou grupos fechados de WhatsApp, sobretudo quando não existem comunicados oficiais das entidades envolvidas.
O Verifica.ao continua atento à circulação de rumores e conteúdos desinformativos ligados ao cenário político nacional. O nosso compromisso é combater a desinformação e garantir que os cidadãos tenham acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas.
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