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Governo desmente suspensão de apoio financeiro a Maria Eugénia Neto em Portugal

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Circulou nos últimos dias, nas redes sociais e em várias plataformas informativas, a alegação de que Maria Eugénia Neto, viúva do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, estaria sem apoio financeiro das autoridades angolanas enquanto se encontra em Portugal para tratamento médico.

A informação teve origem, entre outras referências, num texto de opinião do veterano jornalista luso-angolano Artur Orlando Teixeira Queiroz, intitulado “Marcas da pobreza”. Na publicação, o jornalista afirmou que Maria Eugénia Neto “não tem dinheiro para comer nem para pagar a clínica” e alegou que os valores que deveriam ser enviados pelas autoridades angolanas teriam desaparecido.

Governo nega interrupção dos apoios

A alegação foi posteriormente contrariada por informações atribuídas ao Governo angolano e divulgadas pelo Club-K.

Segundo a publicação, os subsídios atribuídos pelo Estado angolano a Maria Eugénia Neto mantêm-se inalterados. A antiga primeira-dama beneficia igualmente de apoio institucional dos serviços de saúde da Presidência da República para assegurar o tratamento médico em Portugal.

A mesma informação esclarece que, nas últimas semanas, terão ocorrido atrasos na transferência de alguns valores, situação atribuída a constrangimentos nas transações bancárias. Esses atrasos, segundo as fontes citadas, não resultaram de uma decisão das autoridades de suspender o apoio.

Atraso não significa suspensão

Este é um dos pontos centrais para a verificação.

De acordo com as informações divulgadas pelo Club-K, os atrasos pontuais terão contribuído para a interpretação de que os apoios haviam sido interrompidos, mas as fontes ligadas ao processo negam que tenha existido uma decisão de suspensão.

O que é possível confirmar?

A alegação de que Maria Eugénia Neto teria ficado sem qualquer apoio financeiro e institucional do Estado angolano não é sustentada pelas informações disponíveis.

O desmentido divulgado indica que os subsídios permanecem em vigor e que continua a existir apoio institucional para o seu tratamento médico em Portugal. O que terá ocorrido são atrasos pontuais em algumas transferências, atribuídos a constrangimentos bancários.

Assim, é importante não confundir um eventual atraso administrativo ou bancário com uma decisão de cancelamento ou suspensão dos apoios.

VEREDICTO: FALSO

É FALSA a alegação de que o Governo angolano terá deixado de prestar apoio financeiro e institucional a Maria Eugénia Neto durante o seu tratamento médico em Portugal.

As informações disponíveis indicam que os apoios do Estado mantêm-se, embora tenham sido registados atrasos pontuais em algumas transferências. O Governo, através das informações divulgadas, nega que tenha havido uma suspensão dos subsídios ou do apoio institucional.

Fique atento ao Verifica.ao. Estamos aqui para combater a desinformação e garantir que os cidadãos tenham acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas.

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