Tem circulado nas redes sociais e em vários grupos de WhatsApp a alegação de que o Governo Angolano cancelou a Oferta Pública Inicial (IPO) das suas participações no Standard Bank Angola (SBA).
As publicações baseiam-se num artigo do Novo Jornal, publicado com o título:
“Governo desiste da venda da participação do Estado no Standard Bank e integra-a no Fundo Soberano de Angola”.
A partir daí, multiplicaram-se comentários de utilizadores a lamentar o suposto “fim do sonho de se tornarem accionistas do SBA”.
No entanto, a equipa do Verifica.ao analisou o caso e concluiu que a informação é falsa.
O Governo não cancelou o IPO do Standard Bank Angola, apenas reformulou a sua estratégia de privatização e gestão das participações.
O que está a ser afirmado
Vários internautas e páginas nas redes sociais afirmam que o Governo recuou totalmente na intenção de colocar as suas ações do Standard Bank Angola à venda pública, insinuando uma suposta desistência do processo de privatização.
Essas alegações basearam-se numa leitura “enganosa” da notícia do Novo Jornal, que mais tarde foi corrigida pelo próprio meio de comunicação.
O que dizem os documentos oficiais
O Despacho Presidencial n.º 148/24, de 3 de julho de 2024, confirma que o Executivo mantém o plano de privatização das participações do Estado no Standard Bank Angola, no âmbito do PROPRIV – Programa de Privatizações.
O documento determina que dos 49% que o Estado detém no SBA:
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24% serão vendidos ao Grupo Standard Bank;
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10% serão colocados à BODIVA (Bolsa de Dívida e Valores de Angola) para venda pública (IPO);
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15% permanecerão com o Estado, mas os lucros dessa fatia serão canalizados para o Fundo Soberano de Angola (FSDEA).
Ou seja, o Estado não desistiu de colocar as ações em Bolsa, apenas transferiu parte dos lucros futuros para o Fundo Soberano, com o objetivo de reforçar as reservas e investimentos nacionais.
O que o Novo Jornal corrigiu
Após a circulação da notícia, o próprio Novo Jornal reconheceu que houve uma imprecisão na forma como a informação foi apresentada.
“Isto quer dizer que dos 49% do Estado Angolano no Standard Bank, nas mãos do IGAPE, 15% passarão agora para o Fundo Soberano de Angola, e é essa percentagem, e não o total das participações, que sai do Programa de Privatizações (PROPRIV 2023-2026). Os restantes 34% continuam inscritos no PROPRIV”,
esclareceu o Novo Jornal numa nota de correção.
Portanto, a informação de que o Governo “desistiu” do IPO não corresponde à realidade.
O processo foi ajustado, não anulado.
Explicando de forma simples
Segundo o influencer digital “O Lobo Financeiro” em um artigo na sua página do Facebook frisa que “o Governo não deixou de ser acionista do Standard Bank Angola, nem desistiu de privatizar parte da sua participação.
0 especialista reitera que o ocorreu foi uma reorganização estratégica:
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O Estado continua com parte das ações;
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Parte dos lucros vai para o Fundo Soberano, uma espécie de “poupança nacional” usada para investimentos a longo prazo;
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E o restante das ações continua destinado à Bolsa (BODIVA).
Em resumo:
O IPO do Standard Bank Angola não foi cancelado.
Foi apenas reformulado.
Conclusão: FALSA
A alegação de que o Governo Angolano cancelou a Oferta Pública Inicial do Standard Bank Angola é falsa.
O processo de privatização mantém-se ativo, e o Estado continua acionista, apenas alterando a estrutura de gestão e destino dos lucros.
O Novo Jornal corrigiu oficialmente a notícia inicial, reconhecendo o erro de interpretação.
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