Circula nas redes sociais uma declaração do presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira, onde ele afirma que a EPAL gasta mais de 1 milhão de dólares por mês no tratamento de água, mas que, no fim, recomenda aos cidadãos que fervam a água ou utilizem lixívia antes de consumi-la.
Mas será que esta informação é verdadeira?
Investigação do Verifica.ao
A equipa do Verifica.ao analisou o caso e constatou que a alegação é falsa.
O que diz a EPAL?
Em resposta oficial, a EPAL desmentiu as alegações e esclareceu que:
“As informações não condizem com a verdade, na medida em que a EPAL não utiliza hipoclorito de sódio (lixívia) para o tratamento da água.”
Segundo Vladimir Bernardo, porta-voz da EPAL, os produtos usados na purificação da água são:
Cloro gasoso
Hipoclorito de cálcio
Estes são os componentes recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir a potabilidade da água.
Porque há problemas na qualidade da água em alguns locais?
A EPAL explicou que a água sai das suas instalações em conformidade com os padrões de qualidade, mas pode sofrer alterações no percurso devido a:
Vandalismo ou roturas na rede de distribuição
Envelhecimento das infraestruturas
Infiltração de água contaminada
Por isso, a empresa recomenda medidas de reforço para evitar contaminações antes do consumo.
Conclusão: FALSO!
A EPAL não recomenda o uso de lixívia para tratar a água. A empresa segue normas internacionais e utiliza produtos adequados ao tratamento.
O Verifica.ao está aqui para combater a desinformação! Fique atento às nossas publicações e ajude-nos a garantir que a informação partilhada seja precisa, fiável e verificada.
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