Casa Noticias Algoritmo não é responsável por toxicidade e desinformação online, revela estudo.
Noticias

Algoritmo não é responsável por toxicidade e desinformação online, revela estudo.

Compartilhar
Compartilhar

Os esforço para eliminar os comportamentos prejudiciais dos utilizadores através do algoritmo não têm sucesso, revelou um novo estudo da Universidade de Amesterdão, que iliba o algoritmo pela toxicidade e desinformação nas redes sociais.

De acordo com o documento, o impacto polarizador das redes sociais não é apenas resultado dos algoritmos considerados maus, pois, atualmente, em causa estão componentes centrais do funcionamento das plataformas.

O estudo, intitulado, “Pode-se corrigir as redes sociais? Testando intervenções pró-sociais através de simulação social generativa”, sugere que não são os algoritmos que estão a causar o problema, o que pode tornar difícil qualquer tentativa de eliminar comportamentos prejudiciais ‘online’.

Para a realização do estudo foram criados 500 ‘chatbots’ de Inteligência Artificial (IA) para imitar uma variedade de crenças políticas nos Estados Unidos da América (EUA), estes modelos foram alimentados pelo modelo de linguagem de grande escala (LLM) GPT-4o mini.

Depois de treinados, foram instruídos para interagirem entre si numa rede social simples, que os investigadores criaram para o efeito, sem anúncios ou algoritmos.

Neste sentido, durante as cinco fases da experiência, cada uma a envolver mais de 10.000 ações, os agentes de IA tenderam sempre a seguir pessoas com quem partilhavam filiações políticas, enquanto aqueles com opiniões mais partidárias ganhavam mais seguidores e republicações.

Assim, “as disfunções centrais podem estar enraizadas no ‘feedback’ entre o envolvimento reativo e o crescimento da rede, levantando a possibilidade de uma reforma significativa que exigirá repensar a dinâmica fundamental da arquitetura das plataformas”.

O estudo refere ainda que as principais disfunções das redes sociais, como a amplificação de vozes extremas, a desigualdade da atenção ou a desinformação, “podem surgir mesmo num ambiente simulado que inclua apenas publicações, republicações e seguidores, na ausência de algoritmos de recomendação ou otimização”, ilibando, assim, o algoritmo pela toxicidade presente nas redes sociais.

2 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos Relacionados
ArtigosInternacionalNoticiasSociedade

“Desinformação será cada vez mais determinada pela IA”

Esta é uma das conclusões do documento do Observatório Ibérico dos Media...

ArtigosNoticias

Desinformação por IA prolifera em eleições ao redor do mundo, revela investigação

À medida que se aproximam as eleições em vários países ao redor...

ArtigosNoticiasSociedade

Manuel Homem alerta para verificação de informações nas redes sociais em meio a rumores sobre eventual exoneração

O ministro do Interior, Manuel Gomes da Conceição Homem, alertou os cidadãos...

Noticias

Verifica.ao: veja como enviar sugestões, participar do canal no WhatsApp e seguir nas redes sociais

O Verifica.ao é uma plataforma angolana dedicada à verificação de factos (fact-checking),...