Casa Noticias Académicos apontam redes sociais como principal meio das fake news
Noticias

Académicos apontam redes sociais como principal meio das fake news

Compartilhar
Compartilhar

Professores e investigadores académicos na área da comunicação política e desinformação, ouvidos pela agência Lusa, consideram que as redes sociais são um dos principais motores de propagação de desinformação durante a atual campanha eleitoral.

Para um acadêmico ouvido pela agência portuguesa, o papel das redes sociais “onde é mais fácil proliferar algum tipo de desinformação” que vá ao encontro das crenças das pessoas, ajudando a amplificar a mensagem, pois “as redes sociais têm a vantagem de não haver regulador (…) têm um mundo aberto, com a possibilidade de chegar a milhares de pessoas sem filtro“.

Neste sentido, o académico considera que os meios de verificação de factos focam-se nas figuras políticas, fazendo a sua verificação com base nos debates, acabando por ser muito difícil acompanhar aquilo que se passa nas redes sociais, sendo que as próprias plataformas “têm uma série de algoritmos que acabam por enviesar os discursos, por não permitirem, por exemplo, que a própria verificação de factos chegue a todos”.

Já uma professora da Universidade Lusófona e da Universidade Nova de Lisboa de Portugal, também salienta que a desinformação é um problema que não tem fim à vista, sobretudo devido ao papel que as redes sociais desempenham na disseminação de notícias falsas.

Em entrevista, destaca o caso do WhatsApp, onde “é ainda mais difícil fazer uma verificação”, explicando que “é quase como ter um grupo de pessoas presas dentro de um quarto isolado, onde existe uma pessoa que vem dar informação todos os dias a seu gosto”, deixando as pessoas isoladas e sem poderem ser confrontadas com informação diferente da que recebem.

Por sua vez, o vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, Nelson Ribeiro, refere que hoje em dia a desinformação circula de forma mais fácil devido às redes sociais que “são uma plataforma que potencia muito essa circulação”, sobretudo através da partilha sem verificação das fontes.

O docente explica que “os seres humanos gostam muito de se relacionarem com conteúdos que têm um forte apelo emocional e de entretenimento, e portanto muitos desses conteúdos falsos que circulam ‘online’ incutem o medo, ou são divertidos”, por isso o apelo às emoções das pessoas faz com que estas primeiro partilhem os conteúdos e, eventualmente, só depois pensem sobre qual a fonte da informação.

Além disso, Nelson Ribeiro refere que a inteligência artificial (IA) também veio “potenciar a que a desinformação chegue mais longe”.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos Relacionados
Noticias

UNITA classifica lei contra fake news como “retrocesso democrático”

O deputado da UNITA e Secretário-geral da JURA, Nelito Ekuikui, manifestou, esta...

Noticias

Assembleia Nacional aprova na generalidade Lei contra as “Fake News”

Com 97 votos a favor, 74 contra e três abstenções foi aprovada...

Noticias

Lei das fake news divide opiniões entre jornalistas e juristas em Angola

A proposta de lei sobre o combate à desinformação em Angola continua...

ArtigosNoticias

Cidadãos que divulgarem ‘fake news’ podem levar até 10 anos de prisão

A proposta de Lei das Fake News, que estará em discussão no...