Nos últimos dias, começaram a circular nas redes sociais e em várias plataformas digitais informações segundo as quais a gestão da quadra desportiva do Largo José Régio, também conhecido como Auto-Pechincha, no bairro da Vila Alice, município do Rangel, em Luanda, teria sido atribuída ao projecto Alpega (Amor ao Basquete).
A notícia, inicialmente divulgada pelo Imparcial Press, refere que moradores do local contestaram a alegada decisão, manifestando preocupação com as restrições de acesso à quadra e aos balneários, sobretudo por parte de crianças e jovens da comunidade. Segundo a publicação, a comissão de moradores dirigiu uma carta aberta ao governador provincial de Luanda, Luís Nunes, a 20 de Outubro, para manifestar o seu descontentamento.
A equipa do Verifica.ao analisou a informação e consultou o esclarecimento oficial da Administração Municipal do Rangel, que rejeitou a existência de um acordo de gestão com o projecto mencionado na notícia.
Na nota de esclarecimento, a administração explica que o Largo José Régio integra um plano de requalificação de espaços públicos e de lazer, desenvolvido com o apoio do Governo Provincial de Luanda, depois de o local ter permanecido durante mais de 15 anos sob gestão privada, segundo a instituição.
A administração acrescenta que o espaço foi requalificado para voltar a estar à disposição da comunidade e dispõe de uma quadra desportiva, balneários, equipamentos de ginástica e infantis e zonas de lazer. A instituição afirma ainda que, apesar de terem existido manifestações de interesse, não celebrou qualquer contrato de gestão com o projecto Alpega.
A Administração Municipal do Rangel considera que a notícia divulgada não enquadrou devidamente a situação e defende que o tratamento jornalístico do caso deve respeitar o contraditório, permitindo que as partes envolvidas apresentem as respectivas versões dos acontecimentos.
Veredicto: ENGANOSO.
A alegação de que a gestão da quadra desportiva do Largo José Régio foi formalmente atribuída ao projecto Alpega é contrariada pela Administração Municipal do Rangel, que afirma não ter celebrado qualquer contrato com a organização. Por outro lado, a existência de uma contestação por parte de moradores foi noticiada e não deve ser confundida com a confirmação de que houve uma atribuição formal da gestão.
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