Nos últimos dias circulou nas redes sociais e em várias plataformas informativas a alegação de que a ministra da Educação, Erika Linete Batalha de Carvalho Aires, teria autorizado a contratação de uma equipa de especialistas brasileiros em marketing e comunicação para gerir a sua imagem pública, através de um contrato alegadamente avaliado em cerca de 400 milhões de kwanzas.
A informação, divulgada inicialmente pela plataforma Club-K, refere ainda que o processo teria contado com o apoio de uma consultora portuguesa identificada como Cláudia Cardoso, alegadamente integrada na equipa da ministra desde a sua chegada ao Ministério da Educação.
Segundo a publicação, a crescente presença da titular da pasta da Educação nas redes sociais estaria associada a uma estratégia de promoção da sua imagem pessoal, em detrimento da divulgação de políticas públicas e programas do sector.
Perante a repercussão da alegação, vários internautas solicitaram ao Verifica.ao a verificação da informação.
O que apurou o Verifica.ao?
Após análise dos elementos disponíveis e dos esclarecimentos prestados pelas entidades envolvidas, a equipa do Verifica.ao concluiu que a alegação é falsa.
Em comunicado oficial, o Ministério da Educação desmentiu as informações colocadas a circular nas redes sociais e em algumas plataformas digitais, esclarecendo que as alegações não correspondem à realidade.

A instituição rejeita a existência do alegado contrato nos termos descritos pelas publicações virais e considera que a informação divulgada carece de verificação adequada.
O que diz o Ministério da Educação?
Na nota consultada pela nossa redacção, o Ministério da Educação sublinha que o escrutínio público sobre a actividade dos governantes é legítimo e faz parte do funcionamento de uma sociedade democrática.
No entanto, a instituição alerta para a necessidade de rigor na divulgação de informações.
“O escrutínio público é legítimo e necessário numa democracia.”
O comunicado acrescenta ainda que:
“O exercício do jornalismo exige rigor, responsabilidade e respeito pelos princípios da verificação dos factos e do contraditório.”
Segundo o Ministério, a divulgação de conteúdos não confirmados ou sem que tenha sido assegurado o contraditório pode contribuir para a propagação de informações falsas e para a desinformação da opinião pública.
A importância da verificação dos factos
A circulação de alegações relacionadas com contratos públicos, gastos do Estado ou contratação de serviços de comunicação costuma gerar elevado interesse público e grande partilha nas redes sociais.
Por esse motivo, é fundamental que informações desta natureza sejam acompanhadas de documentação comprovativa, fontes verificáveis e posicionamentos oficiais das entidades envolvidas.
Na ausência desses elementos, a divulgação de alegações não comprovadas pode induzir o público em erro e alimentar narrativas sem sustentação factual.
Veredicto
FALSO
É falsa a alegação de que a ministra da Educação, Erika Linete Batalha de Carvalho Aires, tenha contratado uma equipa brasileira de marketing e comunicação por cerca de 400 milhões de kwanzas para gerir a sua imagem pública.
O Ministério da Educação desmentiu oficialmente a informação, classificando-a como falsa e apelando ao respeito pelos princípios da verificação dos factos, do rigor informativo e do contraditório.
Fique atento ao Verifica.ao
Num ambiente digital onde rumores e alegações podem alcançar milhares de pessoas em poucas horas, torna-se cada vez mais importante confirmar a autenticidade das informações antes de as partilhar.
O combate à desinformação exige responsabilidade colectiva e uma cultura de verificação permanente dos factos.
O Verifica.ao continua comprometido com a missão de combater a desinformação e garantir que os cidadãos tenham acesso a informação precisa, confiável e verificada, contribuindo para uma sociedade mais informada e consciente.
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