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Manuel Rui Monteiro, autor da letra do Hino Nacional, converteu-se ao Islão

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Nos últimos dias, circulou nas redes sociais e em várias plataformas informativas a alegação de que o escritor angolano Manuel Rui Monteiro teria se convertido ao Islão aos 84 anos, após participar numa oração colectiva numa mesquita localizada na zona de Talatona, em Luanda.

Segundo a narrativa viral, a suposta conversão representaria uma nova etapa na vida do também jurista, antigo governante e uma das figuras mais marcantes da literatura angolana contemporânea.

A equipa do Verifica.ao investigou e concluiu que a informação é falsa.

O próprio Manuel Rui Monteiro desmentiu publicamente os rumores através de uma declaração assinada e datada de 8 de Maio de 2026, documento ao qual a nossa redacção teve acesso.

No comunicado, o escritor esclarece que esteve, no passado dia 1 de Maio, na Mesquita de Talatona, onde participou num ritual religioso islâmico apenas por curiosidade cultural e interesse em conhecer a espiritualidade envolvida naquela prática religiosa.

Segundo Manuel Rui, a presença na mesquita não representa qualquer conversão religiosa nem adesão formal ao Islão.

O autor da letra do Hino Nacional frisou ainda que tem o hábito de visitar e conhecer diferentes manifestações religiosas, tanto em Angola como em outros países, considerando essa experiência como parte do seu interesse pessoal, intelectual e cultural.

De acordo com a declaração, a interpretação feita em torno da sua presença na mesquita acabou por criar uma percepção pública errada sobre a sua fé religiosa, alimentando especulações e conteúdos enganosos nas redes sociais.

Visitas religiosas não significam conversão

Especialistas em assuntos religiosos e socioculturais recordam que visitas a templos, participação em cerimónias religiosas ou interesse académico e cultural por outras crenças não significam, necessariamente, mudança de religião.

Nos últimos anos, figuras públicas, académicos e escritores têm participado frequentemente em encontros inter-religiosos, visitas culturais e eventos espirituais sem que isso represente adesão formal a uma determinada fé.

Desinformação nas redes sociais

O caso volta a demonstrar como conteúdos fora de contexto podem rapidamente transformar-se em falsas narrativas nas redes sociais, sobretudo quando envolvem figuras públicas de grande notoriedade.

O Verifica.ao recomenda aos cidadãos que confirmem sempre informações sensíveis em fontes oficiais, declarações directas dos envolvidos ou órgãos credíveis de comunicação social antes de partilharem conteúdos virais.

Fique atento ao Verifica.ao. Estamos aqui para combater a desinformação e garantir que os cidadãos tenham acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas.

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