Circula nas redes sociais a alegação de que a Administração Municipal do Sequele estaria a vender, de forma ilícita, espaços públicos daquela circunscrição, originalmente reservados no projecto arquitectónico da centralidade para parques de estacionamento e para a construção de um campo multiuso de utilidade pública.
A denúncia, inicialmente divulgada pela plataforma Gingona Comunica, afirma que os referidos espaços estariam a ser invadidos e vendidos ilegalmente por valores elevados. A publicação aponta ainda como principais visados o Administrador Municipal do Sequele, Adão Pacheco, e o Director Municipal dos Registos e Modernização Administrativa, Nsimba Mata, alegadamente com o envolvimento de membros da fiscalização e com suposta alienação de terrenos a cidadãos estrangeiros, sem consulta prévia à comunidade residente.
A equipa do Verifica.ao investigou e concluiu que a informação é falsa.
O que dizem os factos
Em comunicado oficial (via Ecos da Henda), a Administração Municipal do Sequele esclareceu que o espaço em causa, localizado no Bloco 8 da Centralidade do Sequele, integra a malha urbana e está classificado para serviços e áreas não especificadas, associadas ao parque de estacionamento.
Segundo a Administração, o referido espaço foi cedido para a construção de um supermercado, projecto que prevê a criação de mais de 200 postos de trabalho directos, contribuindo para a dinamização económica local. O mesmo projecto, de acordo com o comunicado, inclui igualmente a construção de um parque de estacionamento destinado aos moradores, contrariando a alegação de supressão de áreas de uso público.
Sobre áreas de lazer e serviços básicos
A Administração Municipal esclarece ainda que a malha urbana da Centralidade do Sequele já define os espaços destinados ao lazer, os quais constam do programa municipal de requalificação e dinamização de áreas vocacionadas para actividades sociodesportivas.
O comunicado sublinha igualmente que a construção do supermercado não altera o sistema eléctrico nem compromete o normal abastecimento de água à população.
Reacção da Administração Municipal
No documento, a Administração Municipal do Sequele repudia a forma leviana e irresponsável como a informação foi tratada e divulgada pela página Gingona-Comunica, considerando que a publicação viola princípios básicos do exercício do jornalismo, como:
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a busca do contraditório;
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a verificação rigorosa dos factos;
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o compromisso com a verdade e o interesse público.
Segundo a Administração, a divulgação de informações falsas lesa o bom nome da instituição e dos seus responsáveis, prejudicando a credibilidade institucional.
Apelo à denúncia responsável
A Administração Municipal do Sequele reafirma estar aberta a quaisquer esclarecimentos e apela que qualquer cidadão que detenha provas concretas de venda ilegal de terrenos apresente denúncia junto dos órgãos competentes, para a devida averiguação.
Conclusão do Verifica.ao
É FALSA a alegação de que a Administração Municipal do Sequele esteja a vender de forma ilícita espaços públicos da centralidade.
Os factos apurados indicam que se trata de um projecto urbanístico legalmente enquadrado, com fins comerciais e sociais, incluindo estacionamento para moradores e criação de empregos.
O Verifica.ao reforça o apelo para que os cidadãos se mantenham atentos à nossa plataforma. Estamos aqui para combater a desinformação e garantir que todos tenham acesso a informações precisas, confiáveis e devidamente verificadas.
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