Após a divulgação da sentença do chamado “Caso AGT”, em que o Tribunal Supremo condenou vários arguidos a penas entre 4 e 9 anos de prisão por crimes como peculato e recebimento indevido de vantagens, começaram a circular nas redes sociais e grupos de WhatsApp imagens com supostas listas completas dos condenados, incluindo fotos e respectivas penas.
As publicações rapidamente ganharam grande alcance, levando muitos cidadãos a questionarem a veracidade das informações.
O que foi possível confirmar
O Tribunal Supremo proferiu condenações no âmbito do processo relacionado com a Administração Geral Tributária
Órgãos de comunicação social divulgaram alguns nomes confirmados, sobretudo os casos com penas mais elevadas
A Rádio Nacional de Angola chegou a emitir um trecho de áudio com o juiz da causa, Biscai Cassoma, a anunciar os condenados
Onde surgem as inconsistências
Apesar disso, as imagens virais apresentam vários problemas:
Não existe, até ao momento, qualquer lista oficial pública com fotos dos 21 condenados, nem no site do Tribunal Supremo ou nas redes sociais da instituição.
As penas atribuídas em algumas imagens não coincidem com dados divulgados por fontes credíveis.
Exemplos de divergência:
- Pedro Silva Lumingo: condenado a 8 anos, mas aparece com 7 nas imagens.
- Zira dos Santos: condenada a 4 anos, mas aparece com 6.
- João Narciso Lopes: condenado a 8 anos, mas aparece com 9.
Estas inconsistências levantam dúvidas sobre a autenticidade e fiabilidade do conteúdo que circula.
Conclusão do Verifica.ao
A informação é INCONCLUSIVA.
Existem condenações reais no “Caso AGT”.
Não há confirmação oficial de uma lista completa com fotos dos condenados.
Parte das informações que circulam apresenta erros e divergências
Assim, não é possível afirmar que as imagens virais sejam totalmente verdadeiras — nem totalmente falsas.
O Verifica.ao recomenda cautela na partilha deste tipo de conteúdos, sobretudo quando não existem confirmações oficiais completas.
Fique atento ao Verifica.ao, porque estamos aqui para combater a desinformação e garantir que tenha acesso a informações precisas, confiáveis e verificadas.
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